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Liberdade, sociedade e mercado

Receio que demasiadas discussões políticas se baseiem na definição errada dos limites da sociedade, da democracia, do mercado e do Estado.

Para simplificarmos, poder-se-á dizer que a esquerda pretende exportar o que considera democracia para todas as atividades, ao passo que a direita tende a gostar do mercado em campos que lhe devem estar vedados. A democracia (menor restrição possível da liberdade individual para vivermos coletivamente em paz) não é contrária ao espírito do capitalismo, que funciona muito melhor em sociedades abertas. As regras do mercado são, por sua vez, essenciais ao desenvolvimento do capitalismo e ao aumento da riqueza, mas se transpostas para o plano social podem revelar-se desastrosas na criação de desigualdades e de ressentimentos sociais insuportáveis, ou na total subversão da solidariedade do tecido social. Basta ver que uma regra pura de mercado dita que um velho é um inativo, a quem contabilisticamente se faria um write off, forma eufemística para o matar.

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