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Perigos da delação premiada

Na aldeia dos meus antepassados, alguém abriu a cabeça a outro com uma sacholada, deixando-o morto num caminho. Quem havia cometido tal crime ninguém descortinava. Mas um tonto tinha, para este caso, uma solução simples: prendia-se toda a gente e ia-se vendo quem era inocente, soltando-o até só ficar o culpado. Percebe-se que a proposta é ridícula, apesar do seu enorme potencial de eficácia. Mas a Justiça deve reger-se por normas fundamentais e não flutuar ao sabor dos acontecimentos. É por isso que, percebendo perfeitamente as angústias de magistrados (judiciais e do MP), tenho as maiores dúvidas, para não dizer que me oponho, em relação à figura da delação premiada.

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