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Expresso

Daniel Oliveira

Ruína democrática

Podemos, Syriza, UKIP, Frente Nacional, Movimento 5 Estrelas. Todos muito diferentes nas suas propostas e nos seus objetivos, todos são sintoma de um mesmo incómodo que ganhou nova intensidade em 2014. Vivemos a maior crise democrática desde o fim da II Guerra. Não é por termos maus governantes. Isso é tão antigo como a política. É porque algumas das condições para exercer a democracia estão a desaparecer a uma velocidade aterradora. O Estado-nação, único espaço conhecido da democracia, está a perder relevância. Os europeus estão a viver, mais do que todos, este golpe antidemocrático, graças a um processo de integração que desnacionalizou sem federalizar, deixando tudo pela metade e à margem dos cidadãos. Sem soberania monetária, sem empresas públicas relevantes, sem recursos para sustentar o Estado social, com muito do poder legislativo transferido para burocratas em Bruxelas, financeiramente depauperados e expostos a uma insustentável concorrência fiscal, pouco resta aos Estados mais frágeis a que se possa chamar de soberania. E sem ela a democracia perde objeto.

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