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As costas largas da austeridade

Oposição e aliados de António Costa criaram uma narrativa (ou duas) sobre Pedrógão e Tancos para lhes dar uma explicação comum. Bloco e PCP explicam o sucedido pelos “cortes” no Estado. PSD e CDS preferem falar de “cativações”, tentando circunscrever os efeitos nocivos da austeridade a este Governo. A tese é rebuscada: Costa trabalhou para as “clientelas” no Estado em vez de garantir os “efetivos” que, por exemplo, faltam ao Exército. O facto de as supostas “clientelas” serem os mesmíssimos “efetivos” que garantem o funcionamento das escolas, dos hospitais, das esquadras, dos tribunais e dos quartéis interessa pouco. Só distinguindo “cortes” de “cativações” e “efetivos” de “clientelas” se consegue o milagre de criticar os efeitos do emagrecimento do Estado depois de ter passado anos a prescrever-lhe uma dieta.

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