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O diabo de Pedrógão

Tenho Passos Coelho por um homem honesto. Mas de uma honestidade estrita: não rouba. Até o tenho, por um certo revanchismo social que lhe deteto, como especialmente difícil de corromper. Mas isso não faz de Passos um homem politicamente sério. As duas coisas não têm qualquer relação, aliás. É comum os que se julgam predestinados serem difíceis de comprar, porque se sentem guiados por um bem maior, e não terem limites morais para o seu comportamento político, porque nada deve travar o seu destino. Assim são os radicais de várias espécies. Uma semana depois do início do incêndio de Pedrógão elogiei Passos por ter resistido à tentação do oportunismo. Precipitei-me. Poucos dias depois responsabilizava o Governo pelo suicídio de gente desesperada.

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