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As duas políticas

Podemos atravessar toda a Europa sem encontrar um primeiro-ministro tão popular como António Costa e uma situação política tão amena como a portuguesa. A confiança que Costa devolveu à economia e a bonomia com que ele e o Presidente se relacionam com o país contrasta com o opressivo e continuo ralhete que Passos Coelho e Cavaco Silva tinham para nos oferecer. Foram restituídos rendimentos e direitos que estão a ser distribuídos de forma mais equilibrada. E isto foi conseguido graças a uma maioria parlamentar frágil. Ao romper com um tabu da política portuguesa, que deixava BE e PCP longe da esfera do poder, Costa passou a merecer a simpatia de muitos eleitores que não votam PS. Em resumo: António Costa está a vencer na política com maiúscula. O seu problema é mesmo com a política com minúscula. A forma como Costa escolhe os quadros do Estado e das empresas com participação pública revela uma ligeireza que, não sendo imoral, é sinal de alheamento da forma como os cidadãos olham para os políticos num tempo em que a democracia luta para se credibilizar. Os portugueses estão a sair de uma depressão e deixam passar estes pecadilhos. Até ao dia em que as coisas comecem a correr pior.

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