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Mercenários perigosos

É difícil alguém ficar chocado com qualquer coisa que o “Correio da Manhã” faça. A violação do código deontológico é de tal forma persistente que se transformou no seu verdadeiro estatuto editorial. Apesar de já termos visto tudo, até um funeral de uma criança filmado por um drone , há sempre mais uma fronteira a transpor. Esta semana, o jornal divulgou um vídeo amador de um alegado abuso sexual de uma jovem. Se realmente se tratou de um abuso, o jornal promoveu uma segunda violação, espalhando, para gáudio dos que usam pretextos morais para saciarem o seu voyeurismo, o registo daquele que será o momento mais traumatizante na vida daquela rapariga. Se não se tratou de um abuso, divulgaram imagens de sexo entre jovens sem qualquer relevância noticiosa, tornando o episódio num momento de entretenimento. Em qualquer dos casos trata-se de um comportamento indigno, ainda mais abjeto quando é feito em nome do sagrado direito de informar. Se havia uma denúncia a fazer, faz-se numa notícia. As imagens enviam-se às autoridades e aí ficam. Quem, perante uma suspeita de violação de uma jovem, precisa que isto lhe seja explicado não pode ter uma carteira profissional de jornalista.

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