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Não há vacina contra a ignorância

Depois de mais de quatro anos de combate à leucemia, Rhett Krawitt entrou, com 6 anos, em remissão. Mas havia um perigo: o sarampo. Rhett tinha o sistema imunitário enfraquecido e não podia ser vacinado. Por isso, o pai queria que a sua escola, numa comunidade com forte influência do movimento antivacinas (Marin County, Califórnia), não aceitasse a inscrição de crianças não vacinadas. Com a “ajuda” de novos casos de sarampo, o Senado da Califórnia aprovou, em 2015, uma lei que acabou com todas as exceções sem fundamento médico à obrigatoriedade de vacinar os filhos. Resultado: a vacinação aumentou para níveis semelhantes aos do início do século. Além de nenhuma vacina ser 100% eficaz, há pessoas imunocomprometidas e crianças demasiado novas para se vacinarem. O que nos protege a todos é a imunidade de grupo, que só funciona com altas taxas de vacinação. Por isso, vacinar os filhos não é uma opção individual, é um dever social ainda mais imperativo do que o pagamento de impostos. A vacina prova que a cooperação entre todos garante uma defesa coletiva. E que o egoísmo ou a ignorância de poucos só não tem consequências dramáticas porque a esmagadora maioria participa nessa cooperação. Se essa minoria se tornar significativa, ficamos todos em perigo. E é por isso que defendo um plano de vacinas obrigatórias e, se necessário, compulsivas. Porque os filhos não são propriedade dos pais e das suas crendices e porque está em causa a segurança de toda a comunidade.

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