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‘Brexitofobia’

Nas trincheiras do simplismo instalou-se uma dicotomia: de um lado, os cosmopolitas abertos ao mundo e tolerantes com a diferença, do outro, os nacionalistas assustados com o exterior e com a mudança. Não se sabe bem onde fica Viktor Órban, que fez campanha contra o ‘Brexit’ em anúncios pagos nos jornais britânicos, mas adivinha-se onde estão Schäuble e Dijsselbloem. Uma leitura da realidade excelente para o confronto entre xenófobos e neoliberais, mas suicida para tanta esquerda que a patrocina. Aqueles que defendem os direitos dos imigrantes e a solidariedade entre povos aparecem de braço dado com o exército de ex-comissários da concorrência, governadores do BCE e presidentes da Comissão que estagiaram ou se reformaram na Goldman Sachs, para, com eles, defender o “cosmopolitismo” da livre circulação de capitais. Só assim podem isolar os velhos, os pobres e os excluídos da globalização nas suas cavernas de “ignorância” e “preconceito”. E representarem as “forças mais dinâmicas da sociedade”, uma pequena mas agradável elite da geração Erasmus que surfa sem medo no novo mundo global. Fazem todas as alianças erradas e desiste do papel da representação das aspirações populares. Desculpem se não lhe faço companhia em tão glamorosa demanda.

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