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Isto teve um começo

A ordem executiva de Donald Trump, que usa critérios religiosos para impedir a entrada de refugiados e imigrantes nos EUA (ele próprio já deixou claro que não tem problemas com a entrada de cidadãos cristãos desses países), é um teste à democracia norte-americana. Antes de tudo, é um teste aos “pesos e contrapesos” que muitos acreditaram que chegariam para travar os inimigos da democracia. Como se alguém tivesse inventado um sistema político imune aos humanos. Sabendo que a democracia também se defende na rua, iniciou-se um movimento de resistência que é, ele mesmo, um sinal da vitalidade democrática dos EUA. Recusando a obediência cúmplice dos burocratas, a procuradora Sally Yates recusou defender o indefensável. Advogados mobilizaram-se para defender os imigrantes e milhares de manifestantes encheram os aeroportos. Se o povo desesperado elege um xenófobo, a minoria tem o dever de boicotar as políticas xenófobas. Porque a democracia não é a ditadura da maioria. Os limites do poder democrático são o respeito pelos valores em que a sua legitimidade se sustenta.

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