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Em dois tempos

Com os militantes do “politicamente correto” da direita nacional à caça da frase mal medida ou da palavra que fica por dizer em qualquer artigo que se escreva sobre Fidel Castro, preferi escrever sobre o tema num longo texto que publiquei no Expresso Diário (“Porque continuo anticastrista”), em que nada ficasse por dizer ou por explicar. Gosto pouco de ser apanhado no meio de debates que não passam do ajustes de contas. Aqui quero dedicar-me ao momento estranho em que esta morte aconteceu. Sem a figura tutelar cuja memória muitos cubanos continuavam a respeitar, o fim da ditadura castrista será inevitável e relativamente rápido. Mas enquanto Cuba se prepara para sair do século XX, a Europa e os EUA mergulham nas águas turvas do século XXI. Enquanto os despojos da Guerra Fria ainda podem ser observados em Havana, o mundo está a entrar num período que provavelmente será pós-ocidental. Enquanto Cuba se prepara para se abrir ao mundo, quem já o fez sente os efeitos devastadores da globalização.

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