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Mudar 
de carris

A política de transportes públicos foi enviesada por uma premissa errada: a de que a bilheteira deve pagar as despesas. Esta assunção teve como efeitos o endividamento das empresas, primeiro, e a total degradação do serviço público, depois. Até chegarmos ao ponto de rutura. Lisboa é uma das áreas metropolitanas europeias que menos usa os transportes públicos. Em 1991, 45% dos movimentos eram feitos por transporte público, 20 anos depois eram apenas 29%. O automóvel, que era responsável por 23% dos transportes, passou a representar 54%. E nos últimos cinco anos a situação piorou drasticamente. A Carris diminuiu em 25% a sua oferta, o tempo de espera aumentou substancialmente e os preços subiram 50%. Em 2010, a Carris fez 42 milhões de quilómetros em viagens. Em 2015, fez 29 milhões. A perda de passageiros foi brutal e em apenas dois anos a cidade passou a receber mais 15 mil novos carros. Estamos a pagar bem cara a poupança. Em produtividade, em qualidade de vida, no ambiente, em manutenção de infraestruturas, em dependência de combustíveis importados. Imagino que a situação no Porto não seja muito diferente.

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