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O assalto escolar

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Para muitos pais o mês de setembro, depois do dinheiro gasto em férias (para quem as tem), é de ansiedade. Não é de agora. Lembro-me como a minha mãe, com quatro filhos, fazia contas impossíveis de bater certo. Segundo um estudo encomendado pela Cetelem (empresa de crédito que, como outras, tem neste dias mais clientes), este ano vai-se gastar um pouco menos no regresso às aulas: 455 euros por família em vez dos 528 euros do ano passado. Os manuais escolares são o grosso da despesa. Correspondem a mais de 200 euros por cabeça quando o aluno chega ao 10º ano, cerca de 130 euros no geral. Esta despesa absurda viola o principio da gratuitidade da escolaridade obrigatória. Mas, acima de tudo, é escusada. Se o currículo é definido pelo Ministério da Educação não há razão para o material de apoio que o apresenta não ser. O pluralismo e a criatividade deveriam depender dos professores, apesar da sua transformação em burocratas e de os currículos gigantescos não deixarem espaço para desvios. Certo é que não há pluralismo algum no duopólio da Leya e da Porto Editora. Apenas preços de assalto.

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