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A galinha dos ovos de ouro

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Enxames de tuk-tuks. Lojas e restaurantes substituídos por hotéis de charme e lojinhas de torresmo gourmet. Moradores importunados por vizinhos temporários numa cidade que se está a transformar num parque temático. E a Web Summit promete trazer milhares de novos visitantes. Com mais de cinco milhões de estadas na cidade, no ano passado, a ‘turistificação’ de Lisboa, mas também do Porto, Évora ou Coimbra, está para durar. Os baixos preços das low cost, a insegurança no Norte de África, a entrada no mercado turístico da nova classe média chinesa e investidores à procura de um porto seguro no imobiliário explicam um fenómeno que é europeu, mas que Lisboa ameaça liderar. Por cá a explosão do turismo foi muito rápida e, como aconteceu no meio de uma crise, transformou-se numa boia de salvação. Criou emprego, melhorou as exportações, aguentou a restauração, garantiu a reabilitação urbana e salvou o mercado imobiliário. O alojamento local para turistas foi, para muita gente, um pé de meia. Ou a meia inteira. Só que as cidades são como os corpos: adoecem se forem demasiado expostas a um elemento. E Lisboa, tal como o Porto, está a ficar doente.

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