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Expresso

A gula argumentativa

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O ódio que Passos Coelho evidenciou no fim do debate do Orçamento do Estado não é encenado nem retórico. É verdadeiro e pessoal. E quando a coisa se torna pessoal, o político perde o rumo. Justas ou injustas, havia duas narrativas possíveis para combater este Orçamento. A primeira era dizer que não houve um virar de página. Costa apanhou um banho de realidade e vergou-se à Europa. A austeridade continua por outros meios, disfarçada e maquilhada. O problema desta tática é o seguinte: como há mesmo um aumento do rendimento disponível para a maioria das famílias, não se vai sentir a continuação da austeridade ou até o seu agravamento, como cheguei a ouvir. Seja ou não por mérito do Governo, os indicadores de confiança dos consumidores mostram que já não sentem a austeridade.

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