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Expresso

A Europa morreu

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Liza tem 13 anos e no dia 11 de janeiro ficou a dormir em casa de um amigo. Os pais reportaram o seu desaparecimento e ela, com medo, inventou uma história: tinha sido atacada por homens do Médio Oriente ou do Norte de África. A acusação de Liza ajudou a aquecer os ânimos dos alemães contra os refugiados. Ela apenas fez o que manda o instinto egoísta: perante um erro seu, apontou o dedo a quem fosse ainda mais suspeito do que ela. É claro que a mentira de Liza não anula as queixas confirmadas de abusos sexuais na passagem de ano em Colónia. E não é difícil acreditar que tenham acontecido. Ser vítima num lugar não impede ninguém de ser agressor noutro. E se um milhão de pessoas, quase todas acabadas de sair de um ambiente violento, desagua num país com hábitos culturais muito diferentes, sem que se preparem as coisas para os receber, tudo o que pode correr mal vai correr ainda pior. Muito podia ter sido evitado.

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