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Expresso

Sempre aquém

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Portas tentou, com o “O Independente”, mudar uma direita portuguesa antiga, beata, anti-intelectual e antiliberal. Uma direita salazarista e, em versão intelectualmente mais modesta e politicamente menos ambiciosa, cavaquista. Como não conseguiu, passou a macaqueá-la, fingindo ser tão pequeno como ela. Refugiou-se nos “lavradores”, nos espoliados do Ultramar e nos ex-combatentes, procurando em todos os recantos bafientos da direita nacional um refúgio para os combates políticos de que desistiu. Picou o ponto em todos os estereótipos da direita, por mais exóticos que fossem para si. Tudo personagens forjadas pelo seu talento intelectual e performativo, que usou como usava os bonés, com a mestria de quem recusou, desde que saltou do jornalismo para a política, da inteligência para o soundbite, a espontaneidade como uma qualidade política. Portas nunca fez de Portas, fez sempre de clichês da velha direita portuguesa, de quem na realidade está culturalmente distante.

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