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Expresso

A direita profunda

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No debate sobre o programa do Governo, os líderes parlamentares do PSD e do CDS repetiram uma ideia: de um lado estava o “governo do povo”, do outro a maioria dos deputados. A queda do Governo seria contra o “voto do povo”. Que um revolucionário dissesse isto em 1974, aceitava-se. Que deputados do PSD e do CDS o digam em 2015 é mais estranho. Uma coisa é pôr em causa a interpretação do voto que os deputados fazem, outra, bem diferente, é atribuir ao Governo uma legitimidade democrática superior à dos deputados, numa total inversão do que é a democracia representativa. Quando o voto dos deputados derruba um governo fá-lo por ter, ao contrário do governo, a legitimidade do voto. No caso, os que fizeram cair o Governo tinham 51% dos votos, os que o queriam manter tinham 38% dos votos e o Governo propriamente dito não tinha voto algum, já que não é eleito. O parlamento é do povo, o governo é do parlamento e a maioria dos votos é da maioria dos deputados.

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