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Expresso

De medo em medo

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A comunicação social tende a sobrevalorizar a sua própria importância nas escolhas dos eleitores. É natural que assim seja. Todos gostamos de nos sentir importantes. Mas a verdade é que a maioria decide o seu voto com base na sua experiência pessoal: o desemprego, a perda de rendimentos, os filhos que emigraram, os apoios sociais perdidos. Ou nas expectativas que têm sobre o futuro. Aquilo a que normalmente chamamos de indecisos são, na realidade, uma minoria. Uma minoria que acaba, muitas vezes, na abstenção. Mas pode ser ela, geralmente menos informada, a decidir eleições. Muitas vezes, o que determina o resultado são os abstencionistas intermitentes. Por isso, a campanha serve sobretudo para desmoralizar ou moralizar o eleitorado de um determinado espaço político e que é potencialmente abstencionista.

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