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Expresso

As fronteiras que ficam

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Acreditávamos que a globalização nos aproximaria de um mundo sem fronteiras. O comércio livre e a internet fariam de todo o mundo a nossa pátria. Só que a globalização económica é um processo desigual, onde quem tem força protege os seus pontos fracos e quem é fraco apenas aceita as consequências. E basta ver um telejornal de uma cadeia local americana para perceber que a esmagadora maioria dos cidadãos do mundo, incluindo os dos países mais desenvolvidos, pouco sabem do que se passa a mais de mil quilómetros de sua casa. Da alimentação aos produtos culturais, assistimos mais a uma uniformização por imposição dos modelos dos países dominantes do que a um encontro e cruzamento de culturas. Se este mundo se transformou numa só pátria, a maioria dos que nele vive é estrangeira. Também esse velho sonho de dar a todos os humanos o direito de viverem onde queiram está muitíssimo distante. 25 anos depois, voltam a erguer-se muros no meio da Europa. E os húngaros apenas se inspiraram em Ceuta e Melilla.

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