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Expresso

O hábito que reage

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Incomoda-me que se atribuam aos partidos políticos pecados que são da natureza de todas as organizações. Estruturas mais difusas do que as dos partidos não são mais generosas, mais abertas ao exterior, menos conflituais ou mais democráticas. A minha experiência até me diz o contrário: que as estruturas menos estáveis e a inexperiência dos que nelas participam tendem a facilitar a arbitrariedade. Os partidos, tendo nascido para conquistar o poder de Estado, estão naturalmente vocacionados para lidar com o conflito interno. E fazem-no de forma mais transparente, previsível e democrática do que qualquer sindicato, ONG ou associação política. Mas o monopólio partidário na representação democrática da vontade dos cidadãos é muito pouco saudável.

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