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A TRASEIRA DO POMBAL, SALVO SEJA

Não existe maior tragédia para o morador de Lisboa, entidade praticamente destituída de direitos e confortos, do que o estacionamento

Eis um problema que o Carlinhos da Maia não tinha. Onde estacionar a caleche e o faetonte, embora o faetonte fosse mais para os Campos Elísios. Em todo o caso, a carruagem. As carruagens. É saudável e romântico que o velho Ramalhete esteja ocupado por uma “estrangeira” que desta vez não será a princesa Breppo, uma parente pobre e remota da casa de Sabóia. Bem sei que esta Breppo pertence à intriga da “Tragédia da Rua das Flores” mas há que misturar os plots porque o que temos pela frente é uma tragédia, a Tragédia da Rua das Janelas Verdes. A nossa tragédia quotidiana, a dos lisboetas, miudinha e açoitada pela EMEL, torcida e extorquida pela Câmara e os seus esbirros, ameaçada pela coima e o reboque. Não existe maior tragédia para o morador de Lisboa, entidade praticamente destituída de direitos e confortos, do que o estacionamento.

Da viatura, como dizem os da extorsão ou exação violente de contribuições forçadas. Daí que pasme uma pessoa pela falta de solidariedade para com a frota de Madonna. Instala-se a diva na capital com os seus Rolls e os seus Astons Martins, o seu Instagram e os seus milhões de seguidores e, por um desses bambúrrios da burocracia, é obrigada a respeitar as leis da capital? Tem que se sujeitar aos malefícios da falta de espaço? Tenham dó, seus invejosos. É a Madonna, a princesa de Detroit, apurada no caldo radioso da fama e senhora de um pé de meia. E se é para a Madonna é o que a senhora dona Madonna quiser, diria o cocheiro de Fradique Mendes.

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