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Manel

Não vou falar do que fizeste pela cidade, ou por nós ou por mim. Embora, no meu caso, digo-te, não sei se deva agradecer teres-me feito desfazer malas e ficar em Lisboa. Londres era uma metrópole cosmopolita mas a Lisboa que tu inventaste a partir de uma calçada, de um estreito no Bairro Alto, a Lisboa do Frágil, era tão infinitamente mais interessante. Ali cresceram os prodigiosos anos 80, os da geração entalada entre a ditadura e a revolução, entre a repressão e a sida, vista como uma punição dos deuses a um estilo de vida mais do que libertino, profundamente livre e libertário. Éramos livres e ninguém nos podia proibir de sermos livres e a noite cobria a nossa ambição e a nossa inquietação com a intimidade de um confessionário ao contrário.

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