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A longa jornada

Eugene O’Neill é o consumado homem de letras americano, o modelo all american que conhecemos de outros escritores que têm em Hemingway o seu vigoroso, torturado, aventureiro, boémio, suicidário, amargurado e machista ideal. E em Norman Mailer o seu avatar. O modelo está datado. Contemporâneo de Hemingway, nascido dez anos mais cedo do que este, Nova Iorque, 1888, O’Neill foi menos cosmopolita. Enquanto Ernest bebia no bar do Ritz, qualquer Ritz, toureava e combatia em Espanha, pescava no alto-mar e tomava amantes famosas, Eugene massacrava as mulheres dos casamentos e ruminava sobre a família. A dele. “Longa Viagem para a Noite”, um título infeliz porque a palavra jornada é essencial, a viagem é a de um dia, é o produto póstumo do ajuste de contas com um pai que Eugene castigou com a pena. Por isso deixou instruções para a peça só ser publicada 25 anos sobre a sua morte e nunca ser encenada. A viúva não respeitou.

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