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Os incêndios do regime

Devagar, a “tragédia” vai sendo substituída. As equipas de reportagem abandonam o lugar, as luzes das câmaras apagam-se. Em breve, não abrirá o telejornal. Os primeiros funerais, ou por excesso de pathos ou por falta dele que justifique a despesa, não atraíram muita gente, os grandes políticos mandaram flores, os padres oficiaram. Os funerais são um anticlímax, um instante de vácuo desgosto, sem zaragata, sem ruído. O regime tem mais que fazer, como aprovar leis “antes das férias” e trocar acusações. O incêndio chegou-me através da palavra escrita. Não existindo televisão no lugar onde estava, fui acompanhando pelos jornais, sobretudo este onde escrevo.

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