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Sangue

Consideremos, com indulgência, um tipo que trafica sangue. Sim, sangue dos doentes e dos hospitais, sangue de gente que agoniza, ou luta pela vida, ou desmaia numa maca à espera do plasma salvador. Consideremos, com a necessária indulgência, que existem pessoas, assim chamadas por pertencerem ao género humano, que fazem da doença e da morte a sua fonte de receitas. Consideremos, com a indulgência máxima, os tipos que o sistema judicial pôs atrás das grades por tráfico de droga, por uma passagem de mãos de um quilo de pó, transação perfeitamente consentida entre adultos, e consideremos, com a indulgência mínima, um tipo que durante anos pode ter construído uma teia de compra e venda de sangue, corrompendo altos funcionários públicos e escapando impune a investigações e inquéritos, untando as mãos dos príncipes e seus lacaios, estabelecendo empresas com nomes suaves. Não pode ser, nada disto pode ser real.

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