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É humana

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O modo como uma mulher é descrita no espaço público é sempre diferente, mais cruel, mais intolerante, mais racista e mais misógino do que qualquer outro

Hillary Clinton é humana. Parece que até ao discurso de Bill Clinton na convenção democrata não havia a certeza absoluta. À vez, ela foi Lady Macbeth, um monstro virtual inventado por um tal Shakespeare, foi a agente do establishment denunciada pelo mesmo establishment, foi a quinta coluna de Wall Street, apesar de ter recebido menos dinheiro pelas conferências do que qualquer homem com metade do currículo, foi a estrídula democrata que se opunha a Bernie Sanders, conhecido pela sua relação calma com a gritaria, foi a mulher de que as mulheres não gostavam e os homens ainda menos. Foi a traidora da pátria, foi a matrafona que não se sabia vestir nem pentear. Estas duas últimas formidáveis qualidades são imprescindíveis a um presidente. Veja-se o penteadíssimo Hollande, dez mil euros mensais de barbeiro.

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