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Expresso

Carnavais

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Nunca consegui entender porque tanto precisam os portugueses do Carnaval, dos feriados do Carnaval, da ponte do Carnaval, da tolerância de ponto do Carnaval e do fim de semana de Carnaval. Tudo se resume, afinal, a não trabalhar mais um dia, se possível dois, ou três ou quatro. Num país próspero e que não se chame Brasil, este desejo seria naturalmente estranho. Num país falido e a viver de empréstimos chamado Portugal, o desejo de fazer férias de Carnaval, férias da Páscoa, férias dos feriados do 25 de Abril e 1º de Maio, férias dos feriados de junho, mais todos os intervalos religiosos e pagãos e republicanos e monárquicos que nos concede o calendário, deixa-me perplexa. Porque o Carnaval do Rio tem uma tradição e uma explicação, até o Mardi Gras de Nova Orleães tem uma explicação, enquanto o Carnaval lusitano, os carnavais lusitanos, com os seus corsos tristes e atores brasileiros de telenovela sentados em tronos (e mesmo estes parecem ter desaparecido de cena), não passam de uma imitação paupérrima da alegria dos trópicos. No Carnaval cai sempre uma chuva miudinha e gelada que não convida a manifestações de regozijo.

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