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Expresso

A Roma do Fonseca

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Devo-lhe Itália. Ou melhor, Roma. Que começa na Sicília. O Zé Fonseca e Costa era convidado, tal como eu, de um encontro do Conselho da Europa na Sicília. Estavam convidados da Europa inteira (menos alargada) para discutir, what else?, cultura. Estávamos nos anos 80, quando a Europa era um sonho cultural e o entendimento europeu era um plano de otimistas. O hotel ficava à beira do mar Jónico, uns quilómetros a norte de Catânia. O Zé Fonseca e Costa, sempre vestido como um príncipe, de foulard ao pescoço, tinha uma corte de admiradoras que ele tratava com gentileza e prodigalidade. As amigas. Uma delas era mesmo uma grande amiga, uma italiana alta e bonita que trabalhava na Cinecittà. Esta mulher tinha amigos ou parentes na Sicília, e uma noite acabámos a jantar numa trattoria de uma aldeia siciliana e a perguntar a um grupo de mafiosos completamente mafiosos, manda-chuvas locais, se eram da Máfia. O restaurante também era da Máfia.

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José Fonseca e Costa.