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Expresso

Maria de Jesus

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Foi estranho não a ver sentada na primeira fila da igreja. A compostura elegante, a discrição sem severidade, o olhar reto, as costas direitas. Fina como um pássaro de voos largos e asas de marfim. Sempre me pareceu uma figura preciosa, dessas estatuetas que atravessam os séculos porque são feitas de matéria rija e macia que o tempo não quebra. Silenciado o último cântico, ela teria sido a primeira a levantar-se para nos vir consolar. Para nos dar um abraço. Para nos dar um beijo. Para aliviar a perda. Foi estranho porque estávamos ali por causa dela, e o cântico era lacrimoso e de despedida. Um grupo de portugueses que só ela conseguiria unir. E, repito, consolar. 

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