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O nosso Winston Churchill

A primeira vez que me lembro bem da determinação e persistência com que Mário Soares perseguia os objetivos políticos que traçava foi em 1984. O então primeiro-ministro tinha colocado todo o seu peso político na adesão do país à Comunidade Económica Europeia, cujo pedido apresentara em 1977, como forma de estabilizar a situação política interna e afastar definitivamente Portugal de um regime comunista. Os burocráticos mecanismos comunitários arrastavam o processo, que já levava sete anos. Bruxelas tinha entendido ligar os pedidos de adesão de Portugal e Espanha, coisa que desagradara a Soares, embora do outro lado estivesse o seu amigo Felipe González. Lisboa já tinha encerrado as negociações, mas Madrid não.

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