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Na economia tomou as boas decisões

Mário Soares foi acusado, enquanto governante, de baralhar milhões com milhares de milhão e de não dedicar a suficiente atenção aos dossiês. Tudo isso faz parte da petit histoire da longa vida política do antigo primeiro-ministro e Presidente da República, que foi indiscutivelmente o maior artífice do Portugal moderno. Mas numa coisa Soares nunca falhou e foi mais corajoso que outros: nas decisões corretas nos momentos decisivos. No plano económico, foi assim quando pediu a adesão à então Comunidade Económica Europeia em 1977, de cujo tratado foi o primeiro subscritor a 12 de junho de 1985 no Mosteiro dos Jerónimos. Foi também ele que iniciou a desestatização da economia portuguesa, com a abertura da banca e dos seguros à iniciativa privada em 1984 e convidando vários banqueiros e empresários a regressar ao país. E foi ele ainda quem, demonstrando um notável sentido de missão e de serviço ao país, assinou dois acordos com o FMI em 1977 e 1983, quando Portugal se encontrava à beira da rutura dos pagamentos externos.

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