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Um jogo de futebol joga-se a sério e não a dar uns pontapés na bola à espera de acertar

É raro, como sabem, mas de vez em quando sou chamado a dirimir conflitos que têm a ver com futebol. Há muita gente que pensa que este importante negócio que vive, entre outras coisas, da fuga ao fisco (e por isso é, também e justamente, considerado desporto) se deve resumir a 11 tipos para cada lado ao pontapé a uma bola (só uma para 22 pessoas, o que demonstra a desigualdade brutal desta atividade e o seu espírito altamente capitalista, devorador de qualquer laivo de igualitarismo). Alguns, menos, acham importante, ou pelo menos desanuviante, o papel do árbitro. Estes últimos são os que aliviam os incómodos da semana, e até o facto de serem enganados pela mulher (que diz que vai às compras quando, na verdade, vai à manicure), chamando nomes feios ao senhor juiz de campo e a qualquer dos seus ajudantes. Por último, há aqueles licenciados em freitaslobismo, que acham que tudo se fica a dever a uns senhores de gravata que estão num banco à beira-campo e dizem coisas lá para dentro, depois de terem dito as mesmas coisas antes e depois da partida.

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