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Expresso

A insustentável leveza de não ter nada para fazer, após ter decidido tudo para cinco anos

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Chamados à sala de comando, onde enormes televisões e painéis construíam e destruíam gráficos, ao mesmo tempo que locutores, em diversos idiomas, do mandarim ao tailandês, passando pelos óbvios romeno, cingalês e curdo, além dos inevitáveis português, inglês e francês, debitavam notícias, Marcelo espreguiçava-se, bocejava e dormitava. Um a um, os assessores mais importantes, com destaque para o médico Daniel Matos, talvez o único contente por ter agora um hipocondríaco em Belém, chegavam e sentavam-se entre o emaranhado de fios, telefones, cabos e fichas. Todos olhavam para o Presidente na esperança de que ele, finalmente, dissesse o que os levara ali. Por fim, Marcelo disse:

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