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Expresso

Ana Cristina Leonardo

Há algo de podre no reino da Dinamarca

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Estava eu a pensar na bipolaridade exacerbada dos tempos que correm quando acasos de leituras caóticas me levaram a tropeçar na réplica do ensaísta francês Roger Caillois ao ser interrogado em tribunal sobre a perigosidade para os costumes dos livros de Sade, corria na Justiça francesa um processo contra o editor Jean-Jacques Pauvert, que trouxera a público o Marquês. Era 1957 e responde ao juiz o autor de "O Homem e o Sagrado": "São muito perigosos. Conheci uma rapariga que entrou para o convento depois de ler as obras de Sade." 

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