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Desta Lisboa, Nápoles por turistas habitada

A liberdade começa, pois, na cabeça. Rui Knopfli deixou-o claro nestes versos: “... A um poeta corta-se-lhe a cabeça./ E uma cabeça cortada não dói, mas/ tem uma importância danada”. Naturalmente, convém não desprezar o estômago, sobretudo se nos lembramos de “A Defesa do Poeta” de Natália: “... ó subalimentados do sonho!/ a poesia é para comer”. No sonho a cabeça voa, indiferente às relações causais, às condicionantes do espaço e tempo. No sonho, um “barco bêbedo” é uma trivialidade e a visão de uma réplica de Arcimboldo uma banalidade. Mas livre, livre é a cabeça desperta que matuta. Num 0 a 10 de cabeças livres, Karl Kraus ocuparia decerto um lugar cimeiro. O mesmo para Einstein ou Feynman.

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