Siga-nos

Perfil

Expresso

Quão insondáveis são os caminhos da literatura!

Se, para Gonçalo Portocarrero de Almada, o único caminho para Deus é Jesus Cristo, já para a literatura a coisa pia mais fino. Não foi necessário a Tolstoi ser pobre para escrever sobre mujiques, os servos da gleba da Rússia czarista. Também não sendo do sexo feminino, é no entanto a Tolstoi que devemos, e isto muito antes de se ouvir falar da problemática do género, uma das personagens femininas mais emblemáticas da literatura ocidental: Anna Karenina. Era neurótica? Era. Era suicida? Era. Não lutou pela libertação das mulheres? Não. Podemos censurá-la?

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso, pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido