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Não há míngua que não dê em desperdício ou vice-versa

Sugeria recentemente Juan José Millás na coluna semanal que assina no “El País” que a realidade, talvez por influência das palavras, está a tornar-se hemiplégica. O estilo telegráfico imposto pelo Twitter é, claro, um dos responsáveis, mas o escritor avança com outros exemplos de encolhimento das palavras, via, preferencialmente, a decapitação das vogais. As abreviaturas usadas nos telemóveis, outro padrão em voga, podem mesmo gerar mensagens obscuras para o destinatário, como — ilustra Millás — o SMS que um médico enviou a um amigo dele: “¿Sgs con prblms d prstt?”, cujo significado o enfermo só após considerável esforço acabou por decifrar: “¿Sigues con problemas de próstata?”

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