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Da difícil arte da enxertia

A modernidade chegou-nos de rompante pela primavera, vivíamos “o mais cruel dos meses”. No início, bastava-se na liberdade que o resto viria por arrasto. Foram os putos que melhor o perceberam. Saltavam, foliões, atrás dos táxis e gritavam: “Está livre?”, e à resposta afirmativa disparavam: “Então, viva a liberdade!”, desaparecendo depois na multidão que tinha tomado as ruas. Mas os tambores da liberdade, liberdade que, como tudo o que é dos homens, não se basta a si própria — facto fácil de confirmar lendo, por exemplo, “O Deus das Moscas” —, foram amainando os seus rufos e da inocência passar-se-ia à política.

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