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Factos alternativos com 'camones' dentro

Era o PREC e eu recusei a borla de um americano. A preposição conta: era ele quem me queria pagar o almoço. Ao pedir a ‘dolorosa’, o dono do modesto restaurante disse-me que já estava pago e apontou para o americano, que lá do canto mais sombrio da sala me esboçou um corpulento sorriso. Respondi com um esgar e declarei, com o radicalismo próprio dos tempos, que nem pensasse, o ‘camone’ que fosse pagar almoços à tia dele, para a terra dele, era o que mais faltava, morte ao imperialismo, e bem feita que se engasgasse com as espinhas, os meus almoços pago-os eu, e nesta altura já tinha voado para o Chile, passado pelo Vietname, a Argentina em espera, o americano encarnado em agente da CIA, quem sabe um torcionário, e no fim quem ficou a ganhar foi o galego, embolsou a soma de dois bitoques e duas sobremesas, era o PREC, ‘camones’ go home, à distância talvez o homem fosse apenas um engatatão em férias, mas, como dizia o Nixon, “até os paranoicos têm inimigos reais”, o que não era o meu caso (talvez só um bocadinho).

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