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Expresso

24 de dezembro de 2016

Perguntei uma vez ao astrofísico Hubert Reeves se o facto de estarmos no topo da cadeia alimentar não poderia ser, ao invés de um benefício, uma desvantagem: se ninguém nos come, quem daria pela nossa falta se desaparecêssemos? Com a paciência e sabedoria visíveis no seu rosto, Reeves lá me lembrou que, embora descartáveis enquanto ingrediente culinário, seria ainda assim um enorme desperdício de Tempo e de Inteligência mandar para o caixote do lixo do Universo uma espécie que, para todos os efeitos, produziu o Número de Ouro ou, numa versão mais abrangente (a de Billy Wilder), o Taj Mahal, William Shakespeare e a pasta de dentes às riscas (cito de cor, não foram estes os exemplos dados pelo autor de “Um Pouco Mais de Azul” mas o sentido era semelhante).

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