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Quando um burro zurra, os outros baixam as orelhas

A psicologia não é a minha praia — e não digo isto por ser inverno —, mas vi-me forçada a notar que Edviges Antunes Ferreira, presidente da Associação de Professores de Português, manifesta uma relação algo peculiar com a autoridade. Explico-me. Quando o então ministro Nuno Crato tomou a decisão de penalizar os alunos que não aplicassem o Acordo Ortográfico nos exames nacionais de Português, Edviges F. falou com firmeza idêntica à do bom soldado Švejk, de Jaroslav Hašek, que, recordemos, preambulava os diálogos com os superiores com a seguinte expressão: “Declaro obedientemente...” (por exemplo, ao perguntarem-lhe: “Você é realmente idiota?”, Švejk respondeu: “Meu tenente, declaro obedientemente que sou realmente idiota”). Reproduzo as palavras da presidente proferidas na altura:

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