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Tanta imagem também mata

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Quando visitei Auschwitz-Birkenau era inverno, chuviscava, e podiam distinguir-se no local dois tipos de pessoas: as que usavam óculos escuros e as que não usavam óculos escuros. Havia também aquelas que buscavam o melhor ângulo para a fotografia, ora junto ao portão, tentado apanhar o “Arbeit macht frei”, ora junto a um dos blocos em tijolo, ora optando por soluções mais geometrizadas, e para isso servia o arame farpado. Então, como agora, faz-me espécie que alguém se desse ao trabalho de se fotografar ali, e não o digo por excesso de zelo, eu própria e uma velha judia americana largámos em Auschwitz umas valentes gargalhadas. Explico-me. Não nos conhecendo, cruzámo-nos numa sala do Bloco 5.

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