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A morte anunciada

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Começa a ser difícil acompanhar a realidade. Um homem está escondido numa casa de banho. As mãos tremem-lhe, imagina-se. O tiroteio faz-se cada vez mais próximo. O homem, que não acredita em milagres, sabe que vai morrer. A dada altura sabe que vai morrer, embora ainda não pense nisso. O medo iguala-nos: aumenta a pressão arterial, as pupilas dilatam, a respiração acelera. Podiam ser, portanto, as trincheiras de Verdun, à cota 304. Ou o gueto de Varsóvia, na noite de Pessach de 1943. Ou o Vietname ao som de Wagner. Ou o Iraque. Ou a Guiné.

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