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Expresso

Guerra e Paz

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Quando, em 1960, Alexandre O’Neill publica o “Poema Original do Medo” — “O medo vai ter tudo/ pernas/ ambulâncias/ e o luxo blindado/ de alguns automóveis (...)” — a guerra colonial estava quase a bater à porta. Havia de iniciar-se um ano depois, data oficial: 4 de fevereiro de 1961, o mesmo ano em que, no mês de dezembro, Portugal dizia adeus, não às armas, mas à Índia. Ao continente negro, a paz só chegaria com o 25 de Abril de 1974. O grito de Salazar, “Para Angola, rapidamente e em força” havia de ter como eco (somados Angola, Moçambique e Guiné-Bissau) cerca de nove mil mortos e mais de 100 mil feridos, a que há que acrescentar 14 mil deficientes físicos para a vida (as sequelas psicológicas permanentes parecem mais difíceis de contabilizar).

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