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Expresso

Língua de pau

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O escritor argelino Boualem Sansal escreve a dada altura no seu mais recente romance, “2084”, onde ficciona com pinceladas de humor um Estado totalitário assente numa religião única e monoteísta que tomou de assalto o planeta no ano homónimo ao título: “Se houve quem pensasse que com o tempo e o amadurecimento das civilizações as línguas se alongariam, ganhariam novos significados e sílabas, o que aconteceu foi o contrário: encolheram, afunilaram, reduzindo-se a coleções de onomatopeias e de exclamações, de resto pouco abundantes, que soavam como gritos e gemidos primitivos, não permitindo desenvolver pensamentos complexos nem aceder a universos superiores.”

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