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Expresso

Voltem, Aron e Sartre: estão perdoados

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Quando nos dispomos a tirar da estante um livro grosso que, na realidade, apenas lemos por alto como quem consulta uma daquelas listas telefónicas igualmente volumosas que eram antigamente distribuídas porta a porta, e se não estou em erro por altura do Natal, um livro de que registámos ainda assim algumas passagens e episódios, como aquele em que André Gide, agradecendo a um crítico um ataque virulento (Henri Béraud: “O estilo Gide repugna à Natureza”), lhe envia com um muito obrigado pela polémica gerada uma caixa de chocolates, um livro, enfim, que buscamos por nos recordarmos tratar-se do registo de combates (a que não faltam disparates) em que as ideias, das mais virulentas às mais sensatas, chegam embrulhadas em zangas, bengaladas, duelos e pancadaria, amizades improváveis e incoerências inflamadas, frases célebres de retórica esculpidas em carne e osso, a vida das ideias exposta com as entranhas de fora, sabemos, pois, (1) que nos entediamos, (2) que nos deu uma saudade danada de um bom debate de ideias.

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