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Expresso

À espera do infante

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Há quem, sendo o assunto Portugal, se lembre sempre do Eça. É natural, embora injusto para Camilo, prolífico retratista capaz de nos descobrir os dotes mais solapados: “(...) Chalaças brutas de aldeia que, transplantadas para a cidade e rendilhadas de estilo figurado, podiam ser citadas como exemplos de humorismo português — uma especialidade que se dá na nossa terra como as batatas; e nós, em vez de exportarmos, importamos batatas do Val de la Mula e espírito do Figaro e do Chat Noir”, (“Vulcões de Lama”). Inevitáveis são os versos de O’Neill: “Ó Portugal, se fosses só três sílabas/ de plástico, que era mais barato!”, parentes próximos do corolário de Sena:

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