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Expresso

É Portugal, ninguém leva a mal

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Segundo Aristóteles, a filosofia terá nascido do espanto. A ser assim, e se os gregos não a tivessem inventado, decerto seria inventada por nós. Já Sá de Miranda, poeta do século XVI, nesses tempos recuados desabafava: “M’espanto às vezes, outras m’avergonho.” Continuamos a abraçar intimamente os dois verbos. Porque, mudando-se os tempos e as vontades, nem assim se escapa à ecological footprint dos povos — e, também por isso, nos dá para repetir em oração desalentada: “O sol é grande, caem co’a calma as aves”, que o lirismo corre-nos nas artérias.

 

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