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Expresso

Toma e embrulha!

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Uma onda cavalga Portugal! Não, não é uma onda de calor — o que também podia ser. É uma onda miúda, rúptil, à imagem dos minúsculos grãos que esvoaçam pelo ar, processo de polinização anemófila que também dá febre dos fenos. É, com propriedade, uma febre! Uma onda febril, portanto. Um surto de aparência rendilhada — e lembro-me das lesões rendilhadas da sarna da batata... — um brocado epidémico, um manto diáfano e ventilado que borboleteia pelos céus de Portugal. Inversamente, contudo, ao vento do poema de Manuel Alegre, este é um afluxo (ou refluxo...) que nos dá notícias do país e da sua desgraça. Não me interpretem mal! 

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